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Termografia: Mudando drasticamente uma história

Dr. Sérgio Munhoz

No dia 28 de abril de 2017, sexta-feira, uma greve geral foi instalada no Brasil. Neste dia eu estava na cidade de Manaus, no Estado do Amazonas, realizando uma série de exames de Termografia. Muitos pacientes estavam fazendo os exames pela primeira vez e a maioria não tinha conhecimento exato de como ele era realizado, se precisava ou não de algum preparo, se havia ou não contraindicações e também cuidados necessários para fazê-lo. Então, de maneira didática todos pacientes tinham suas dúvidas esclarecidas e eram prontamente orientados.

Uma paciente de 50 anos de idade foi uma das que mais me chamou a atenção naquele dia, vamos então chamá-la pelo nome fictício “Lúcia”, para preservar sua identidade. Lúcia foi acompanhada de sua amiga Joana, que era uma velha conhecida minha, e se interessou em fazer o exame. Joana relatou que Lúcia estava sem nenhuma vontade de ir ao consultório para fazer o exame,  pois “não conhecia o Dr Sérgio”, “não sabia o que era o exame de termografia”, “nem para que o exame serviria” e especialmente por ser também uma sexta-feira e ainda por cima um dia de greve.

Porém, por causa da insistência de Joana, Lúcia veio ao consultório, tirou suas dúvidas sobre o exame e em seguida o realizou. Após a avaliação do exame e uma análise detalhada, não tive dúvidas: tratavam-se de imagens altamente sugestivas de câncer de mama. Enviei o resultado dos termogramas para Lúcia enfatizando que ela necessitava, urgentemente, ir a um profissional médico mastologista para análise das informações obtidas e condutas a seguir.

Assim, assustada, o fez e o resultado do ultrassom mostrou-se compatível com imagens de um tumor maligno agressivo. Vindo a se confirmar na biópsia de mama.

A paciente neste processo tenso e angustiante, tinha expectativas de uma resolução rápida enquanto passava por todas as análises, e relata que foi questionada algumas vezes pelos seus médicos sobre o exame de termografia e estes, visualizando todas as informações contidas nos bancos de dados internacionais puderam verificar o papel da Termografia no diagnóstico do câncer de mama.

Lúcia já realizou sua cirurgia de retirada da mama e agora está realizando ciclos de quimioterapia.

Após a exposição de casos como esse, acho importante destacar a importância da prevenção. Nós vivemos num país em que não é priorizada a medicina preventiva, o que é um problema muito grave.

Embora possamos reconhecer sinais de incentivo à prevenção do câncer de mama através da mamografia, é importante frisar que esse tipo de exame não possui a mesma eficácia da termografia em sua detecção, visto que a mamografia apenas revela o câncer quando em um estágio já mais avançado.

Quando fazemos exames preventivos podemos detectar os problemas antes mesmo de se tornarem um risco para nossa saúde.  A paciente em questão acreditava que estava tudo bem com a sua saúde, mas fez o exame, descobriu questões menores e descobriu também um câncer.

O câncer de mama ainda mata muitas mulheres no Brasil e no mundo, mas as estatísticas apontam que quanto mais precoce é feita a detecção, maiores são as taxas de  sucesso do tratamento.

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Dr. Sérgio Munhoz

Dr. Sérgio Munhoz

Com mais de 30 anos de atuação em Medicina, o Dr. Sérgio Munhoz é especialista em Anestesiologia, Dor, Cuidados Paliativos e Termografia Médica e possui doutorado pela Unesp-SP.

Atualmente leciona na faculdade Unoeste e atende em seu consultório, em Presidente Prudente-SP.

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